terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Encantamento



Hello, pessoas

Bom, como eu comentei com a minha amiga de blog, agora que a CCM tá no ar e podemos nos dar ao luxo de ter opinião, é hora de aproveitar. Eu sou Bridget Jones, à procura de Mark Darcy, pq esse, poxa, é difícil de encontrar. Mas não vim aqui pra falar disso, e sim de uma peculiaridade minha. Não é exatamente um problema, ou talvez seja.

Seguinte...eu sou viciada em duas coisas:livros e filmes. Sou mais que leitora compulsiva, leio 20 vezes a mesma história, assisto trocentas vezes o mesmo filme e o encantamento é sempre o mesmo; sempre consigo achar algum detalhe, algo novo. Um olhar, um diálogo, uma cena, uma figura que a minha imaginação forma. Isso em si não seria uma peculiaridade, mas sim o que acontece comigo quando me coloco nessas situações. Eu, admito, tenho a tendência de me encantar com os personagens (masculinos) das obras que passam por minhas mãos. Eu sei que é tudo mentira, que é tudo sociedade do espetáculo, mas não consigo evitar. Eles são tão perfeitos, tão maravilhosos, engraçados, gentis, irritantes, briguentos, lutadores, enfim...Homens, com H.

Isso me faz um exemplo perfeito daquela pesquisa que saiu há um tempo sobre quem gosta de filmes românticos tem menos possibilidade de viver um romance real por idealizar as coisas.

Bem, não sei bem....acabo de ter uma experiência do gênero, mais ou menos...mas fiquei quase 4 anos tentando ver se as coisas mudavam.

Mas, voltando ao assunto. Eu me imagino nas tramas que vejo e leio, que atitudes eu tomaria, o que eu falaria, beijos que eu daria....(suspiro...rs). Sendo eu assim, claaaaaaaaro que me apaixonei pela série da escritora Stephanie Meyer. Lógico!! O jeito de ela escrever Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Breaking Dawn é totalmente cativamente. E claro, óbvio e ululante que há um personagem masculino mais perfeito que o perfeito imaginável: Edward Cullen.

Eu sei que ele não existe, mas mulheres, imaginem: além de lindo, o que nem é tão importante assim (sério!!!), é generoso, altruísta, inteligente, corajoso, se preocupa com a amada acima de tudo, te faz feliz, dirige super bem (e rápido...rs), não tem vergonha de expor seus sentimentos, não tem medo de sofrer...enfim...perfect.

Até aí, td certo. O cara é demais, e a personagem que faz par com ele, apesar de desastrada (como a maioria de nós é) é inteligente, decidida, corajosa e bem articulada. Isso ela só perde quando está sob influência do olhar dele. Mencionei o olhar? Não dá pra ver no livro, mas cada um imagina o olhar que lhe convier. Eu imagino o poder, o brilho dos olhos de Edward.

O importante é que ela tb é importante nessa trama, afinal, (não mencionei de novo?) é ela quem dá o tom para as aventuras, uma vez que se apaixona por um vampiro...sim, Edward. As tramas dos livros se desenrolam nas complicações que surgem quando duas pessoas tão diferentes se aproximam. E são fantásticas, as tramas. Claro que tem uma hora que dá vontade de bater na Bella por ser tão boba, mas.......tudo de ajeita no fim.

Tudo isso para falar de outra coisa. Eu disse que adoro filmes e livros, mas tenho um pé atrás com adaptações cinematográficas dos últimos. E é por isso que eu falei tanto de Crepúsculo. O caso é que o filme acabou de estrear (ok, já faz uns 15 dias) e eu, quando vi o trailer, achei que seria perfeito, maravilhoso, tudo a ver. Mas sempre mantive em mente que é uma adaptação.

Fui lá para assistir, e tive que me concentrar para não dormir no cinema. Sério.

Primeiro, pq o filme demora séculos para se desenrolar e depois, do nada, vira um filme de ação, explosões e corre-corre. Mas esse não é o problema.

O problema, para mim (que fique claro e que ninguém resolva me atacar AGORA pq eu tenho uma opinião) foram os atores que escolheram para encarnar Edward e Bella. Robert Pattinson e Kristen Stewart, pra mim, nesse caso formaram a dupla Batoré e Droopy (gago). Ele pq foi extremamente forçado, em muitas cenas pareceu perdido, como que inventando reações pq ele achou legal. E ela, pq parecia que não tinha decorado as falas direito, gaguejou metade do filme, foi totalmente "mono-expressão" e não teve graça nenhuma. Sinceramente, como muitas vezes acontece comigo, talvez eu passe a gostar do filme pelo que ele é, mas nunca pela adaptação da melhor mentira que eu li nos últimos tempos. Mais um caso em que ó trailer é mais bem montado que o filme em si.


See ya
Bridg

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